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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Artigo e entrevista do Psicoterapeuta Jonathan Alpert

 
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Em terapia pra sempre? Basta!


Texto original de Jonathan Alpert. Jonathan é terapeuta e autor do livro “Seja destemido: Mude sua vida em 28 dias”. Acesse o texto original neste link.

“Meu terapeuta me chamou pelo nome errado.”
“Eu chorei pelo coração; meu doutor olhou para seu relógio.”
“Meu psiquiatra me disse que eu deveria continuar com ele ou eu estaria perdido.”

Novos pacientes me dizem este tipo de coisa a todo tempo. E me dizem como terapeutas anteriores se sentavam, ouviam, acenavam e ofereciam pouco ou nenhum conselho, por semanas, meses, algumas vezes anualmente. Um paciente recentemente me disse que, após ver sua terapeuta depois de muitos anos perguntou se ela teria algum conselho para ela. A terapeuta disse, “Te vejo semana que vem”.

Quando eu comecei a trabalhar como terapeuta, há quinze anos, eu pensei que reclamações como estas fossem raras. Mas eu cheguei a uma conclusão decepcionante ao longo dos anos: terapia ineficaz é perturbadoramente comum.


Se você conversar com amigos, ouvir a conversas em um café, ou ler discussões online sobre o tempo de duração de terapia, eu aposto com você que você irá ver gente que continua em terapia por muito mais tempo do que o tempo que achou que teria de ficar para resolver seus problemas. De acordo com um estudo realizado em 2010 no American Journal of Psychiatry, 42% das pessoas em psicoterapia vão de 3 a 10 visitas para tratamento, enquanto 1 em 9 vão a mais de 20 sessões.

Para estes 11%, terapia pode tornar-se um beco sem saída. Pesquisas mostram que, em muitos casos, quanto mais à terapia dura, menos provável é sua eficácia. Ainda assim, terapeutas frequentemente hesitam em admitir a derrota.

Um estudo de 2001 publicou no Journal of Counseling Psychology que clientes melhoram dramaticamente entre a sétima e a décima sessão. Outro estudo, publicado em 2006 no Journal of Consulting and Clinical Psychology verificou quase 2 mil pessoas que foram submetidas a aconselhamento entre 1 a 12 sessões e, descobriram que enquanto 88% das pessoas melhoraram depois de apenas uma sessão, a taxa caiu para 62% após 12 sessões. Ainda de acordo com a conduta da pesquisa na Universidade da Pensilvânia, terapeutas que praticam um tipo mais tradicional de terapia, tratam clientes por pelo menos 22 sessões até concluíram que não está tendo nenhum progresso. Apenas 12% destes terapeutas admitem que não estão avançando e referenciam estes clientes para outro terapeuta. A conclusão é: Mesmo que terapia de longa duração não seja sempre benéfica, muitos terapeutas persistem em seguirem com seus clientes a uma terapia aberta e potencialmente interminável.

Defensores da Terapia de longa duração argumentam que existem diversas desordens psicológicas que requerem esta quantidade de tempo para serem tratadas. Isto pode ser verdade, mas é também verdade que muitos clientes de terapia não sofrem destas desordens. Ansiedade e depressão estão no topo dos motivos para os quais clientes são indicados para tratamento; esquizofrênicos estão no fim desta lista.

Na minha experiência, a maioria das pessoas buscam terapia por causa de problemas simples e facilmente tratados: eles estão em trabalhos ou relacionamentos insatisfatórios, não conseguem atingir seus objetivos, têm medo de mudanças e ficam depressivos com os resultados. Não se leva anos de terapia para chegar ao fundo deste tipo de problema. Para alguns dos meus clientes, não chega a levar nem uma sessão inteira.

Terapia pode – e deveria – focar em objetivos e resultados, e as pessoas deveriam ser aptas a sair dela. No meu consultório, as pessoas que gastam anos em terapia antes de vir até mim foram capazes de enfrentar seus medos, diminuir suas ansiedades e alcançar seus objetivos rapidamente – frequentemente em semanas.

Por quê? Eu acredito que é uma questão de abordagem. Muitos clientes precisam de um terapeuta agressivo que estimule o que eles acham que é desconfortável: mudança. Eles precisam da opinião de um terapeuta, conselho e planos estruturados. Eles não precisam falar interminavelmente sobre como eles se sentem e suas lembranças da infância. Um estudo (inglês) recentemente feito pelo National Institute for Health and Welfare na Finlândia descobriu que “terapeutas ativos, cativantes e extrovertidos” ajudaram seus clientes mais rapidamente que os “terapeutas cautelosos e não intrusivos”.

Este tipo de abordagem talvez não seja a certa para vários tipos de clientes, mas o resultado descrito por este estudo Finlandês vai de encontro com a minha experiência.

Se um cliente me diz que está infeliz em seu relacionamento com seu namorado no último ano, eu não pergunto, assim como alguns fazem, “como você se sente sobre isto?”, eu já sei como ela se sente. Ela acabou de me dizer. Ela está infeliz. Quando ela me pergunta o que ela deve fazer, eu não respondo com um interrogatório, “O que você acha que você deveria fazer?”, se ela soubesse, ela não iria perguntar pelo o que eu acho.

No lugar, eu pergunto o que será que está faltando no seu relacionamento e esboço possíveis formas de preencher essas lacunas ou, talvez, a terminar o relacionamento de uma forma saudável. Melhor que ficar brigando com as histórias da sua infância, eu encorajo meus clientes e encontrarem a coragem de confrontar o adversário, assumir riscos e abraçar modificações. Eu busco passar as habilidades para confrontar seus medos de mudar, no lugar de acenar minha cabeça e perguntar como eles se sentem.

Na graduação, meus colegas e eu fomos ensinados a servirmos como guias, aqueles que ajudam os clientes a chegarem a suas próprias conclusões. Isto pode funcionar, mas pode levar muito tempo. Eu não conheço clientes que querem ficar anos para se sentirem melhor. Eles querem se sentir melhor em semanas ou meses.
Alguns equívocos populares reforçam a crença de que terapia é deitar em um sofá e falar sobre seus próprios problemas. Então é isto que clientes comumente fazem. E é isto que leva a codependência. O terapeuta, claro, depende do cliente por causa do dinheiro, e o cliente depende do terapeuta para apoio emocional. E, para muitos clientes de terapia, é satisfatório ter alguém para ouvir sobre seus problemas, então eles saem da sessão se sentindo melhor.

Mas existe uma diferença entre se sentir melhor e mudar a sua vida. Sentir-se aceito e validado pelo seu terapeuta não te tira dos seus problemas e não te aproxima das suas metas. Ao contrário, isto talvez o encoraje a ficar atolado neste problema. Sessões de terapia podem funcionar como um SPA: eles podem ser relaxantes, mas não resolvem seus problemas. Mais que um oásis de doçura e aconchego de validação e aceitação, a maioria dos clientes querem estratégias inteligentes para conseguir chegar a seus objetivos de vida.

Eu não sou contra a terapia. Afinal, eu a pratico. Mas pergunte a si: se o seu cabeleireiro continuar fazendo péssimos cortes em você, você continuaria indo? Se um restaurante te servir uma comida horrível, você voltará nele? Não, tenho certeza que você não voltaria, da mesma forma, você não deveria manter-se em uma terapia que não está lhe auxiliando.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Livro: Compreender o Behaviorismo - BAUM, William M.



Clique para fazer o download

Obs: Depois que o o nosso link direcioná-lo para o blog PSICO ML, clique no link que tem lá para abrir o livro que está em arquivo PDF. Daí é só salvá-lo no computador, pendrive, disquete ou coisa que o valha...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Filmes

Postei as sinopses e os "trailers" dos filmes indicados pela profª Denise na aula de sexta-feira, separei pelo assunto. Como sou cinéfilo (confessei para alguns de vocês), já havia assistido. Vou criar um tópico no blog para filmes, todas as indicações postarei nele das próximas vezes.

Antiguidade - Grécia


Alexandre: Cinebiografia sobre Alexandre, O Grande, um dos maiores conquistadores da história. Sua vida pessoal é retratada paralelamente com seus avanços, ajudando a entender melhor a personalidade deste grande mito; desde seu nascimento, passando pela sua tentativa de unificação de povos ocidentais e orientais, até o declínio do império que construíra. mpério

Império Romano


Gladiador: O grande general romano Maximus, mais uma vez, conduziu as legiões à vitória no campo de batalha. Com a guerra ganha, Maximus sonha apenas em voltar ao lar para sua mulher e seu filho. Porém, o Imperador Marcus Aurelius, à beira da morte, tem mais uma missão para o general - passar-lhe o manto do poder. Com inveja de Maximus estar sendo favorecido pelo Imperador, o herdeiro do trono, Commodus, ordena sua execução - e a de sua família.

Depois de escapar da morte, Maximus só consegue sobreviver tornando-se escravo e passa a treinar para ser gladiador na arena, onde sua fama cresce. Agora, de volta a Roma, sua intenção é vingar o assassinato de sua mulher e filho matando o novo Imperador Commodus. Maximus aprendeu que o único poder mais forte que o do Imperador é o desejo do povo, e ele sabe que só pode realizar sua vingança tornando-se o maior herói de todo Império.

Idade Média


O Nome da Rosa: William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso von Melk (Christian Slater), um noviço que o acompanha, chegam a um remoto mosteiro no norte da Itália. William de Baskerville pretende participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, mas a atenção é desviada por vários assassinatos que acontecem no mosteiro. William de Baskerville começa a investigar o caso, que se mostra bastante intrincando, além dos mais religiosos acreditarem que é obra do Demônio. William de Baskerville não partilha desta opinião, mas antes que ele conclua as investigações Bernardo Gui (F. Murray Abraham), o Grão-Inquisidor, chega no local e está pronto para torturar qualquer suspeito de heresia que tenha cometido assassinatos em nome do Diabo. Considerando que ele não gosta de Baskerville, ele é inclinado a colocá-lo no topo da lista dos que são diabolicamente influenciados. Esta batalha, junto com uma guerra ideológica entre franciscanos e dominicanos, é travada enquanto o motivo dos assassinatos é lentamente solucionado.


Perfume: Jean-Baptiste Grenouille (Ben Whishaw) nasceu em um mercado de peixe, onde sua mãe (Birgit Minichmayr) trabalhava como vendedora. Ela o tinha abandonado, mas o choro de Jean-Baptiste faz com que seja descoberto pelos presentes na feira. Isto também faz com que sua mãe seja presa e condenada à morte. Entregue aos cuidados da Madame Gaillard (Sian Thomas), que explora crianças órfãs, Jean-Baptiste cresce e logo descobre que possui um dom incomum: ele é capaz de diferenciar os mais diversos odores à sua volta. Intrigado, Jean-Baptiste logo demonstra vontade de conhecer todos os odores existentes, conseguindo diferenciá-los mesmo que estejam longe do local em que está. Já adulto, ele torna-se aprendiz na perfumaria de Giuseppe Baldini (Dustin Hoffman), que passa por um período de pouca clientela. Logo Jean-Baptiste supera Baldini e, criando novos perfumes, revitaliza a perfumaria. Jean-Baptiste cada vez mais se interessa em manter o odor de forma permanente, o que faz com que busque meios que possibilitem que seu sonho se torne realidade. Só que, em suas experiências, ele passa a tentar capturar o odor dos próprios seres humanos.

Renascimento



Amadeus: Após tentar se suicidar, Salieri (F. Murray Abraham) confessa a um padre que foi o responsável pela morte de Mozart (Tom Hulce) e relata como conheceu, conviveu e passou a odiar Mozart, que era um jovem irreverente mas compunha como se sua música tivesse sido abençoada por Deus.

Revolução Industrial


Tempos Modernos: Um operário de uma linha de montagem, que testou uma "máquina revolucionária" para evitar a hora do almoço, é levado à loucura pela "monotonia frenética" do seu trabalho. Após um longo período em um sanatório ele fica curado de sua crise nervosa, mas desempregado. Ele deixa o hospital para começar sua nova vida, mas encontra uma crise generalizada e equivocadamente é preso como um agitador comunista, que liderava uma marcha de operários em protesto. Simultaneamente uma jovem rouba comida para salvar suas irmãs famintas, que ainda são bem garotas. Elas não tem mãe e o pai delas está desempregado, mas o pior ainda está por vir, pois ele é morto em um conflito. A lei vai cuidar das órfãs, mas enquanto as menores são levadas a jovem consegue escapar.